Cristo A Igreja
Plano Encontro 2 Dia 97
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Leitura do livro
Atos dos Apóstolos, páginas 167-168
O amor “não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Este amor “nunca falha” (1Co 13:6-8). Jamais perde seu valor; é um atributo celestial. Como precioso tesouro, será levado por seu possuidor através das portas da cidade de Deus.
“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destas é a caridade” (1Co 13:13).
No declínio do padrão moral entre os crentes coríntios, houve os que abandonaram alguns aspectos fundamentais de sua fé. Alguns haviam ido ao ponto de negar a doutrina da ressurreição. Paulo enfrentou esta heresia com um claro testemunho referente à inegável evidência da ressurreição de Cristo. Declarou que Cristo, depois de Sua morte, “ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”, depois do que, “foi visto por Cefas, e depois pelos doze. Depois foi visto, uma vez por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim” (1Co 15:4-7).
Com poder convincente o apóstolo expôs a grande verdade da ressurreição. “Se não há ressurreição dos mortos”, argumentou, “também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem” (1Co 15:13-20).
O apóstolo transportou o pensamento dos irmãos coríntios para os triunfos da manhã da ressurreição, quando todos os santos que dormem serão ressuscitados para viver para sempre com seu Senhor. “Eis aqui vos digo um mistério”, declarou o apóstolo; “na verdade nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?... Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:51-57).
Glorioso é o triunfo que espera o fiel. O apóstolo, reconhecendo as possibilidades que tinham perante si os crentes coríntios, procurou colocar diante deles o que eleva do egoísmo e do sensual, e glorifica a vida com a esperança da imortalidade. Ardentemente exortou-os a serem fiéis a sua alta vocação em Cristo. “Meus amados irmãos”, instou ele, “sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso
trabalho não é vão no Senhor” (1Co 15:58).
Assim o apóstolo, da maneira mais decidida e impressiva, procurou corrigir as falsas e perigosas idéias e práticas que estavam prevalecendo na igreja de Corinto. Falou claramente, porém em amor por suas almas. Em suas advertências e reprovações a luz do trono de Deus brilhou sobre eles, revelando os pecados ocultos que lhes estavam debilitando a vida. Como seriam essas advertências recebidas?
Depois de haver remetido a carta, Paulo temeu que o que havia escrito pudesse ferir muito a fundo aqueles a quem desejava beneficiar. Temia profundamente uma maior separação, e algumas vezes ansiava trazer de volta suas palavras. Os que, como o apóstolo, já sentiram a responsabilidade por amadas igrejas ou instituições, podem melhor apreciar-lhe a depressão de espírito e o sentimento de culpa. Os servos de Deus que levam o fardo de Sua obra atualmente, sabem alguma coisa da mesma experiência de trabalho, conflito e ansioso cuidado que recaía sobre o grande apóstolo. Opresso pelas divisões na igreja, encontrando a ingratidão e traição da parte de alguns de quem esperava simpatia e conforto, sentindo o perigo que ameaçava as igrejas que abrigavam a iniqüidade, compelido a dar em reprovação do pecado um testemunho íntimo e penetrante, estava ao mesmo tempo oprimido pelo temor de ter agido com demasiada severidade. Com angustiante ansiedade esperou receber alguma notícia de como fora recebida sua mensagem.
Atos dos Apóstolos · Ellen G. White