Cristo A Igreja
Plano Encontro 2 Dia 62
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Leitura bíblica
Atos 17:1-10
Atos 17:1-10
1 Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. 2 Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, 3 expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. 4 Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres. 5 Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo. 6 Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui, 7 os quais Jasom hospedou. Todos estes procedem contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei. 8 Tanto a multidão como as autoridades ficaram agitadas ao ouvirem estas palavras; 9 contudo, soltaram Jasom e os mais, após terem recebido deles a fiança estipulada. 10 E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Bereia; ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus.
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
Atos dos Apóstolos, páginas 119-120
Capítulo 22 — Tessalônica
Deixando Filipos, Paulo e Silas viajaram para Tessalônica. Aqui lhes foi dado o privilégio de se dirigirem a grandes congregações na sinagoga judaica. Sua aparência deixava à mostra o vergonhoso tratamento que haviam recebido recentemente, e era necessário dar uma explicação do que acontecera. Isto fizeram eles sem se exaltar, mas exaltando Aquele que operara seu livramento.
Ao pregar aos tessalonicenses, Paulo recorreu às profecias do Antigo Testamento concernentes ao Messias. Cristo, em Seu ministério, tornara claras aos Seus discípulos estas profecias; “começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dEle se achava em todas as Escrituras” (Lc 24:27). Pedro, ao pregar a Cristo, tinha apresentado provas do Antigo Testamento. Estêvão procedeu de modo idêntico. Também Paulo, em seu ministério, recorreu às passagens que prediziam o nascimento, sofrimentos, morte, ressurreição e ascensão de Cristo. Pelo inspirado testemunho de Moisés e dos profetas, provou cabalmente que Jesus de Nazaré era o Messias, e demonstrou que desde os dias de Adão foi a voz de Cristo que falara por intermédio dos patriarcas e profetas.
Profecias claras e específicas haviam sido feitas relativamente ao aparecimento do Prometido. A Adão fora dada a certeza da vinda do Redentor. A sentença proferida contra Satanás: “E porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”, foi para nossos primeiros pais uma promessa da redenção que seria efetuada por meio de Cristo. Gn 3:15.
A Abraão fora feita a promessa que de sua linhagem haveria de nascer o Salvador do mundo. “E em tua semente serão benditas todas as nações da Terra” (Gn 22:18). “Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: e à tua posteridade, que é Cristo” (Gl 3:16).
Moisés, próximo ao fim de sua obra como líder e mestre de Israel, claramente profetizou do Messias por vir. “O Senhor teu Deus”, declarou ele às hostes congregadas de Israel, “te despertará um Profeta do meio de Ti, de teus irmãos, como eu; a Ele ouvireis.” E Moisés assegurou aos israelitas que Deus mesmo lhe havia revelado isto no Monte Horebe, dizendo: “Eis lhes suscitarei um Profeta do meio de seus irmãos, como tu; e porei as Minhas palavras na Sua boca, e Ele lhes falará tudo o que Eu Lhe ordenar” (Dt 18:15, 18).
O Messias devia provir de linhagem real; pois na profecia feita por Jacó o Senhor disse: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a Ele se congregarão os povos” (Gn 49:10).
Isaías profetizou: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará” (Is 11:1). “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a Mim; ouvi, e a
vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi. Eis que Eu O dei como testemunha aos povos, como príncipe e governador dos povos. Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do Senhor teu Deus, e do Santo de Israel; porque Ele te glorificou” (Is 55:3-5).
Jeremias também testificou da vinda do Redentor como um príncipe da casa de Davi: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo Rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na Terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o Seu nome, com que O nomearão: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” (Jr 23:5, 6). E outra vez: “Assim diz o Senhor: Nunca faltará a Davi varão que se assente sobre o trono da casa de Israel; nem aos sacerdotes levíticos faltará varão diante de Mim, para que ofereça holocausto, e queime ofertas de manjares, e faça sacrifício todos os dias” (Jr 33:17, 18).
Mesmo o local do nascimento do Messias foi predito: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti Me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5:2).
A obra que o Salvador devia fazer na Terra fora amplamente esboçada: “E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E deleitar-se-á no temor do Senhor” (Is 11:2, 3). Aquele que assim fora ungido devia “pregar boas-novas aos mansos: ... restaurar os contritos de coração, ... proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; ... apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança de nosso Deus; ... consolar todos os tristes; ... ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, vestido de louvor por espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que Ele seja glorificado” (Is 61:1-3).
“Eis aqui o Meu Servo, a quem sustenho; o Meu Eleito, em quem se compraz a Minha alma; pus o Meu Espírito sobre Ele; juízo produzirá entre os gentios. Não clamará, não Se exaltará, nem fará ouvir a Sua voz na praça. A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade produzirá o juízo; não faltará nem será quebrantado, até que ponha na Terra o juízo; e as ilhas aguardarão a Sua doutrina” (Is 42:1-4).
Com poder convincente Paulo demonstrava, baseado nas Escrituras do Antigo Testamento, “que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos” (At 17:3). Não havia Miquéias profetizado: “Ferirão com a vara no queixo ao Juiz de Israel?” (Mq 5:1). E não havia o Prometido profetizado de Si próprio por intermédio de Isaías: “As Minhas costas dou aos que Me ferem, e as Minhas faces aos que Me arrancam os cabelos; não escondo a Minha face dos que Me afrontam e Me cospem”? Is 50:6. Por intermédio do salmista, Cristo havia predito o tratamento que receberia dos homens: “Mas Eu sou... opróbrio dos homens e desprezado do povo. Todos os que Me vêem zombam de Mim, estendem os beiços e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no Senhor, que O livre; livre-O, pois nEle tem prazer.” “Poderia contar todos os Meus ossos; eles vêem e Me
Atos dos Apóstolos · Ellen G. White