Cristo A Igreja
Plano Encontro 2 Dia 165
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Leitura do livro
Atos dos Apóstolos, páginas 262-263
Deus fez conhecida a Sua vontade, e é insensatez da parte do homem questionar sobre o que saiu de Seus lábios. Depois que falou a Infinita Sabedoria, não pode haver questões ambíguas para o homem solucionar, nem pode haver possibilidades vagas a ser por ele ajustadas. Tudo o que dele se requer, é sincera conformidade com a expressa vontade de Deus. A obediência é o mais alto ditame da razão bem como da consciência.
Paulo continua sua exortação: “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra dum evangelista, cumpre o teu ministério.” II Tim 4:5. Paulo estava para terminar sua carreira, e desejava que Timóteo tomasse o seu lugar, guardando a igreja das fábulas e heresias pelas quais o inimigo, de várias maneiras, queria afastá-la da simplicidade do evangelho. Ele o admoestava a fugir de todo o interesse e embaraço temporal que pudesse impedi-lo de dar-se inteiramente ao trabalho de Deus; a suportar de bom grado a oposição, a perseguição e a injúria a que estaria exposto por sua fidelidade, e a dar prova cabal de seu ministério pelo emprego de todos os meios a seu alcance para fazer o bem a todos por quem Cristo morreu.
A vida de Paulo foi uma exemplificação das verdades que ensinava; e nisto repousava seu poder. Seu coração estava cheio de um profundo e permanente senso de sua responsabilidade; e ele trabalhava em íntima comunhão com Aquele que é a fonte de justiça, misericórdia e verdade. Apegava-se à cruz de Cristo como sua garantia única de sucesso. O amor do Salvador era o permanente motivo que lhe dava a vitória em seus conflitos com o eu e em suas lutas contra o mal, ao avançar, no serviço de Cristo, contra o desamor do mundo e a oposição de seus inimigos.
O que a igreja necessita nestes dias de perigo é de um exército de obreiros que, como Paulo, se tenham educado para utilidade, que tenham uma profunda experiência nas coisas de Deus, e que sejam cheios de fervor e zelo. Necessita-se de homens santificados e abnegados; homens que não se esquivem a provas e responsabilidades; homens que sejam corajosos e verdadeiros; homens em cujo coração Cristo está formado “a esperança da glória” (Cl 1:27), e que com lábios tocados com santo fogo “preguem a Palavra”. Por falta de tais obreiros a causa de Deus definha, e erros fatais, como mortal veneno, pervertem a moral e destroem as esperanças de grande parte da raça humana.
Quando os fiéis e exaustos porta-bandeiras imolam a vida pelo amor à verdade, quem irá à frente para lhes ocupar o lugar? Aceitarão nossos jovens o sagrado encargo das mãos de seus pais? Estão eles se preparando para preencher os claros que se apresentam pela morte dos fiéis? Será a exortação do apóstolo aceita, ouvido o chamado ao dever, em meio aos incitamentos ao egoísmo e ambições que seduzem a juventude?
Paulo concluiu sua carta com mensagens particulares a várias pessoas, e de novo repete o urgente pedido para que Timóteo venha ao seu encontro sem demora, se possível antes do inverno. Fala de sua solidão, motivada pela deserção de alguns de seus amigos e a ausência necessária de outros; e para que Timóteo não hesitasse, pelo receio de que a igreja de Éfeso pudesse necessitar de seus trabalhos, Paulo afirma que já havia despachado Tíquico a fim de preencher-lhe a vaga.
Depois de falar das cenas de seu julgamento perante Nero, da deserção de seus irmãos e da mantenedora graça de um Deus que guarda o concerto, Paulo terminou a
carta recomendando seu amado Timóteo à guarda do Supremo Pastor, o qual, mesmo que os subpastores pudessem ser abatidos, cuidaria ainda de Seu rebanho.
Atos dos Apóstolos · Ellen G. White