Cristo O Caminho

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Leitura bíblica

Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20

Mateus 4:18-22

18 Caminhando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 21 Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os. 22 Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram.

Marcos 1:16-20

16 Caminhando junto ao mar da Galileia, viu os irmãos Simão e André, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. 17 Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 18 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 19 Pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes. 20 E logo os chamou. Deixando eles no barco a seu pai Zebedeu com os empregados, seguiram após Jesus.

Versão Almeida Revista e Atualizada

Leitura do livro

O Desejado de Todas as Nações, páginas 164-165

Capítulo 25 — O chamado à beira-mar

Este capítulo é baseado em Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11.

Raiava o dia sobre o Mar da Galiléia. Os discípulos, fatigados por uma noite de infrutífero labor, achavam-se ainda em seus barcos, no lago. Jesus viera passar uma hora de calma à beira-mar. Esperava, pela manhãzinha, fruir um período de sossego da multidão que O acompanhava dia a dia. Mas em breve começou o povo a aglomerar-se em torno dEle. Seu número cresceu rapidamente, de maneira que Se sentia comprimido de todos os lados. Entretanto, os discípulos haviam vindo para terra. A fim de escapar à pressão da massa, Jesus entrou no barco de Pedro, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da praia. Daí Jesus podia ser visto e ouvido melhor por todos e, do barco, ensinava à multidão na praia.

Que cena aquela que se oferecia à contemplação dos anjos! Seu glorioso Comandante, sentado num barco de pescador, jogado de um lado para outro pelas desassossegadas ondas, e proclamando as boas-novas de salvação ao povo atento, que se comprimia até à beira da água! Aquele que era o Honrado do Céu estava declarando os grandes princípios do Seu reino ao ar livre, ao povo comum. E, no entanto, não teria podido ter cenário mais adaptado aos seus labores. O lago, as montanhas, os vastos campos, a luz a inundar a terra, tudo Lhe oferecia ilustrações aos ensinos, de modo a gravá-los nos espíritos. E nenhuma lição de Cristo foi infrutífera. Toda mensagem de Seus lábios foi atingir a alguma alma como a Palavra da vida eterna.

A cada momento crescia a multidão na praia. Homens de idade a apoiar-se em seus bordões, robustos camponeses das colinas, pescadores do lago, comerciantes e rabis, ricos e instruídos, velhos e jovens, trazendo seus enfermos e sofredores, apertavam-se para ouvir as palavras do divino Mestre. Essas cenas haviam contemplado antecipadamente os profetas, e escreveram: “A terra de Zebulom e a terra de Naftali; [...] junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra de morte resplandeceu a luz”. Isaías 9:1, 2.

Além da multidão da praia de Genesaré, tinha Jesus, em Seu sermão junto ao mar, outros auditórios em mente. Olhando através dos séculos, viu Seus fiéis no cárcere e no tribunal, em tentação, isolamento e dor. Toda cena de alegria e de luta e perplexidade se achava aberta perante Ele. Nas palavras proferidas aos que estavam reunidos ao Seu redor, falava também

a essas outras pessoas as próprias palavras que chegariam até elas com uma mensagem de esperança na provação, de conforto na dor, de celeste luz em meio das trevas. Por meio do Espírito Santo, aquela voz que falava do barco de pescador, no Mar da Galiléia, far-se-ia ouvir comunicando paz a corações humanos até à consumação dos séculos.

Findo o discurso, Jesus voltou-Se para Pedro, e pediu-lhe que se fizesse ao mar alto, e lançasse as redes para pescar. Mas Pedro estava desanimado. Toda a noite não apanhara coisa alguma. Durante as solitárias horas, pensara na sorte de João Batista, definhando sozinho na prisão. Pensara na perspectiva diante de Jesus e Seus seguidores, no mau êxito da missão na Judéia, e na maldade dos sacerdotes e rabis. Sua própria ocupação lhe falhava; e, ao olhar às redes vazias, o futuro afigurava-se-lhe sombrio e desanimador. “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a Tua Palavra, lançarei a rede”. Lucas 5:5.

A noite era o único tempo propício para pescar com redes nas claras águas do lago. Depois de labutar a noite inteira sem resultado, parecia inútil lançar a rede de dia; Jesus, porém, dera a ordem, e o amor por seu Mestre levou os discípulos a obedecer. Simão e seu irmão deitaram juntos a rede. Ao tentarem recolhê-la, tão grande era a quantidade de peixes apanhados, que começou a romper-se. Foram forçados a chamar Tiago e João em seu auxílio. E havendo recolhido o conteúdo, tão grande era a carga em ambos os barcos, que se viram ameaçados de ir a pique.

Mas Pedro não cuidava agora de barcos e carregamentos. Esse milagre, acima de todos quantos havia presenciado, foi-lhe uma manifestação de poder divino. Viu em Jesus Alguém que tinha toda a natureza sob Seu comando. A presença da divindade revelou-lhe a própria ausência de santidade. Amor por seu Mestre, vergonha de sua incredulidade, gratidão pela complacência de Cristo e, sobretudo, o sentimento de sua impureza em presença da pureza infinita, tudo o subjugou. Enquanto os companheiros punham em segurança o conteúdo da rede, Pedro caiu aos pés do Salvador, exclamando: “Senhor, ausenta-Te de mim, que sou um homem pecador”. Lucas 5:8.

Fora a mesma presença da santidade divina que fizera o profeta Daniel cair como morto perante o anjo do Senhor. Disse ele: “Transmudou-se em mim a minha formosura em desmaio, e não retive força alguma”. Daniel 10:8. Assim quando Isaías viu a glória do Senhor, exclamou: “Ai de mim, que vou perecendo! porque eu sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” Isaías 6:5. A humanidade com sua fraqueza e pecado, fora posta em contraste com a perfeição da divindade, e ele se sentiu inteiramente deficiente e falto de santidade. Assim tem sido com todos quantos alcançaram uma visão da grandeza e majestade de Deus.

O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White

Passagem bíblica

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