Cristo O Caminho
Plano Encontro 1 Dia 363
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Leitura bíblica
Lucas 24:50-53
Lucas 24:50-53
50 Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. 51 Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. 52 Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo; 53 e estavam sempre no templo, louvando a Deus.
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
O Desejado de Todas as Nações, páginas 587-588
Capítulo 87 — “Para meu Pai e vosso Pai”
Este capítulo é baseado em Lucas 24:50-53; Atos 1:9-12.
Chegou o momento de Cristo ascender ao trono do Pai. Estava prestes a voltar para as cortes celestiais, como divino vencedor, levando consigo os troféus da vitória. Antes de Sua morte, declarara ao Pai: “Eu acabei a obra que Tu Me encarregaste que fizesse” (João 17:4, Trad. Figueiredo). Depois de Sua ressurreição, demorou-Se na Terra por algum tempo, a fim de que os discípulos ficassem familiarizados com Ele em Seu corpo ressurgido e glorificado. Agora estava pronto para as despedidas. Tornara autêntico o fato de que era um Salvador vivo. Os discípulos não necessitavam mais de relacioná-Lo com o sepulcro. Podiam pensar nEle como glorificado perante o Universo celestial.
Como local de Sua ascensão, escolheu Jesus aquele tantas vezes consagrado por Sua presença, enquanto habitava entre os homens. Não o Monte Sião, o lugar da cidade de Davi, não o Monte Moriá, sítio do templo, deviam ser assim honrados. Ali fora Jesus escarnecido e rejeitado. Ali as ondas de misericórdia, voltando ainda em mais poderosa vaga de amor, foram devolvidas por corações duros como as pedras. Dali Jesus, fatigado e oprimido de coração, saíra em busca de descanso no Monte das Oliveiras. O santo shekinah, partindo do primeiro templo, pousara sobre a montanha oriental, como se relutasse em abandonar a escolhida cidade; assim estava Cristo sobre o Olivete, contemplando com o coração anelante a Jerusalém. Os bosques e depressões da montanha haviam sido consagrados por Suas orações e lágrimas. Essas mesmas encostas ecoaram as triunfantes aclamações da multidão que O proclamava rei. Na descida desse monte encontrara Ele um lar em companhia de Lázaro, em Betânia. No Jardim de Getsêmani, ao sopé do Olivete, orara e Se angustiara sozinho. Desse monte devia ascender ao Céu. No cume do mesmo pousarão Seus pés quando vier outra vez. Não como varão de dores, mas como glorioso e triunfante rei estará sobre o Monte das Oliveiras, enquanto as aleluias dos hebreus se misturarão com os hosanas dos gentios, e as vozes dos remidos, qual poderosa hoste, hão de avolumar-se na aclamação: “Coroai-O Senhor de todos.”
Com os onze discípulos, dirige-Se Jesus agora para o monte. Ao passarem pela porta de Jerusalém, muitos olhares curiosos seguem o pequeno
grupo, chefiado por Aquele que, poucas semanas antes, fora condenado pelos principais, e crucificado. Não sabiam os discípulos que essa seria sua última entrevista com o Mestre. Jesus passou o tempo em conversa com eles, repetindo as anteriores instruções. Ao aproximarem-se de Getsêmani, Ele guardou silêncio, a fim de que se lembrassem das lições que lhes dera na noite de Sua grande agonia. Olhou outra vez para a videira pela qual representara a união de Sua igreja consigo e com o Pai; repetiu as verdades que então desdobrara. Tudo quanto O rodeava eram recordações de Seu não retribuído amor. Os próprios discípulos, que tão caros Lhe eram ao coração, na hora de Sua humilhação O vituperaram e abandonaram.
Por trinta e três anos peregrinara Cristo na Terra; suportara-lhe o desdém, o insulto e a zombaria; fora rejeitado e crucificado. Agora, quando prestes a ascender para Seu trono de glória — ao repassar as ingratidões do povo que viera salvar — não retiraria dele Sua simpatia e amor? Não se concentrariam Seus afetos naquele reino onde era apreciado e onde imaculados anjos esperavam Suas ordens para as cumprir? — Não; eis Sua promessa aos amados que deixa na Terra: “Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos”. Mateus 28:20.
Chegando ao Monte das Oliveiras, Jesus vai abrindo o caminho até o cume, à vizinhança de Betânia. Ali Se detém, e os discípulos reúnem-se-Lhe em torno. Raios de luz parecem irradiar-Lhe do semblante, enquanto os contempla amorosamente. Não lhes lança em rosto suas faltas e fracassos; as últimas palavras que lhes chegam aos ouvidos, vindas dos lábios do Senhor, são da mais profunda ternura. Com as mãos estendidas numa bênção, e como numa firme promessa de Seu protetor cuidado, ascende Jesus lentamente dentre eles, atraído para o Céu por um poder mais forte que qualquer atração terrestre. Ao subir mais e mais, os assombrados discípulos, numa tensão visual, buscam um último vislumbre de seu Senhor assunto. Uma nuvem de glória O oculta aos seus olhos; e ao recebê-Lo o carro da nuvem de anjos, soam-lhes ainda aos ouvidos as palavras: “Eis que Eu estou convosco todo os dias, até à consumação dos séculos”. Mateus 28:20. A flutuar veio baixando até eles, ao mesmo tempo, a mais suave e mais jubilosa música produzida pelo coro angélico.
Enquanto os discípulos continuam a olhar para cima ouvem, qual música maviosa, vozes que se lhes dirigem. Voltam-se e vêem dois anjos em forma humana, os quais lhes falam, dizendo: “Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no Céu, há de vir assim como para o Céu O vistes ir”. Atos dos Apóstolos 1:11.
Esses anjos eram do grupo que estivera esperando numa nuvem brilhante, para acompanhar Jesus à morada celestial. Os mais exaltados, dentre a multidão angélica, eram os dois que foram ao sepulcro na ressurreição de Cristo e com Ele estiveram durante Sua vida na Terra. Ardente era o desejo com que o Céu aguardava o fim de Sua estada num
O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White