Cristo O Caminho

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Leitura bíblica

Mateus 28:16-20; Marcos 16:15-20

Mateus 28:16-20

16 Seguiram os onze discípulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhes designara. 17 E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Marcos 16:15-20

15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. 16 Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. 17 Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; 18 pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. 19 De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus. 20 E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.

Versão Almeida Revista e Atualizada

Leitura do livro

O Desejado de Todas as Nações, páginas 577-578

Capítulo 86 — “Ide, ensinai a todas as nações”

Este capítulo é baseado em Mateus 28:16-20.

Achando-Se a um passo de Seu trono celestial, deu Cristo aos discípulos a comissão. “É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra”, disse Ele. “Portanto ide, ensinai todas as nações”. Mateus 28:18, 19. “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura”. Marcos 16:15. Várias vezes foram as palavras repetidas, a fim de que os discípulos lhes apreendessem o significado. Sobre todos os habitantes da Terra, elevados e humildes, ricos e pobres, devia a luz do Céu resplandecer em claros, poderosos raios. Os discípulos deviam ser colaboradores de seu Redentor na obra de salvar o mundo.

A comissão fora dada aos doze quando Cristo Se encontrara com eles no cenáculo; devia, porém, ser transmitida agora a um maior número. Em uma montanha da Galiléia se realizou uma reunião na qual se congregaram todos os crentes que podiam ser convocados. Para essa reunião, o próprio Cristo, antes de Sua morte, designara o tempo e o lugar. O anjo, no sepulcro, relembrara os discípulos de Sua promessa de os encontrar na Galiléia. A promessa foi repetida aos crentes reunidos em Jerusalém durante a semana da Páscoa, e por intermédio destes chegara a muitos outros, isolados, que pranteavam a morte de seu Senhor. Com vivo interesse aguardavam todos esse encontro. Dirigiram-se ao lugar de reunião por desvios, chegando ali de várias direções, a fim de evitar as suspeitas dos ciumentos judeus. Chegaram cheios de antecipações, falando entre si calorosamente das novas que lhes haviam sido transmitidas acerca de Cristo.

Ao tempo designado, cerca de quinhentos crentes estavam reunidos em pequenos grupos na encosta da montanha, ansiosos por saber tudo quanto fosse possível colher dos que tinham visto Jesus depois da ressurreição. Os discípulos passavam de grupo em grupo, dizendo tudo quanto haviam visto e ouvido do Salvador, e raciocinando sobre as Escrituras, como Ele fizera com eles. Tomé contava de novo a história de sua incredulidade, e dizia como se lhe haviam dissipado as dúvidas. De súbito, achou-Se Jesus no meio deles. Ninguém podia dizer de onde nem como viera. Muitos dos presentes nunca O tinham visto; em Suas mãos e pés, porém, divisaram os sinais da crucifixão; Seu semblante era como a face

de Deus, e quando O viram, adoraram-nO.

Alguns, porém, duvidaram. Assim será sempre. Há os que acham difícil exercer fé e se colocam do lado da dúvida. Estes perdem muito por causa de sua incredulidade.

Foi essa a única entrevista que Jesus teve com muitos dos crentes, depois de Sua crucifixão. Chegou e falou-lhes, dizendo: “É-Me dado todo o poder, no Céu e na Terra.” Os discípulos O haviam adorado antes de Ele falar; mas Suas palavras, proferidas por lábios que haviam estado selados pela morte, os comoveram com poder particular. Ele era agora o Salvador ressuscitado. Muitos deles O haviam visto exercer poder na cura de doentes e dominar instrumentos satânicos. Acreditavam que possuía poder para estabelecer Seu reino em Jerusalém, poder para dominar toda oposição, poder sobre os elementos da natureza. Fizera emudecer as águas revoltas; caminhara por cima das espumejantes vagas; erguera para a vida os mortos. Agora declarava que Lhe era dado “todo o poder”. Suas palavras levaram a mente dos ouvintes acima das coisas terrenas e temporais, às celestiais e eternas. Foram erguidos à mais elevada concepção de Sua dignidade e glória.

As palavras de Cristo, na encosta da montanha, foram o anúncio de que Seu sacrifício em favor do homem era pleno, completo. As condições para a expiação haviam sido cumpridas; realizara-se a obra para que Ele viera a este mundo. Achava-Se a caminho para o trono de Deus, a fim de ser honrado pelos anjos, os principados e as potestades. Entrara em Sua obra mediadora. Revestido de ilimitada autoridade, dera aos discípulos a comissão: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos”. Mateus 28:19, 20.

Os judeus foram feitos depositários da sagrada verdade; o farisaísmo, porém, os tornara os mais exclusivistas, os mais fanáticos de toda a raça humana. Tudo que dizia respeito aos sacerdotes e aos príncipes — seu vestuário, seus costumes, suas cerimônias, e tradições — tudo os tornava inaptos para ser a luz do mundo. Consideravam-se, a nação judaica, como sendo o mundo. Mas Cristo comissionou Seus discípulos a proclamarem uma fé e um culto que nada encerravam de segregação ou nacionalismo; uma fé que se adaptaria a todos os povos, todas as nações, todas as classes de homens.

Antes de deixar os discípulos, Cristo declarou positivamente a natureza de Seu reino. Trouxe-lhes à memória o que lhes disse anteriormente a respeito do mesmo. Disse-lhes não ser desígnio Seu estabelecer no mundo um reino temporal, mas sim espiritual. Não havia de governar como rei terrestre no trono de Davi. De novo lhes abriu as Escrituras, mostrando que tudo por que Ele passara fora ordenado no Céu, nos conselhos entre Seu Pai e

O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White

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