Cristo O Caminho
Plano Encontro 1 Dia 324
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Leitura do livro
O Desejado de Todas as Nações, página 519
nEle, e, postos de joelhos, O adoraram”. Mateus 27:27-31. Por vezes, mão perversa arrebatava a cana que Lhe fora posta na mão, e batia na coroa que Ele tinha na fronte, fazendo enterrarem-se-Lhe os espinhos nas fontes, e o sangue gotejar-Lhe pelo rosto e a barba.
Maravilha-te, ó Céu! e pasma tu, ó Terra! Contemplai o opressor e o Oprimido. Uma turba enfurecida rodeia o Salvador do mundo. Escárnios e zombarias misturam-se com as baixas imprecações de blasfêmia. Seu humilde nascimento e modesta vida são comentados pela turba insensível. Sua declaração de ser o Filho de Deus é ridicularizada, e o gracejo vulgar e a insultuosa zombaria passam de boca em boca.
Satanás dirigia a cruel massa nos maus-tratos ao Salvador. Era seu desígnio provocá-Lo, se possível, à represália, ou levá-Lo a realizar um milagre para Se libertar, frustrando assim o plano da salvação. Uma mancha sobre Sua vida humana, uma falha de Sua humildade para resistir à terrível prova, e o Cordeiro de Deus teria sido uma oferta imperfeita, um fracasso para a redenção do homem. Mas Aquele que, por uma ordem, poderia trazer em Seu auxílio a hoste celestial — Aquele que, ante uma súbita irradiação de Sua divina majestade, poderia haver afugentado de Sua face aquela turba aterrada — Se submeteu com perfeita calma aos mais vis insultos e ultrajes.
Os inimigos de Cristo tinham pedido um milagre como prova de Sua divindade. Tiveram testemunho muito maior do que haviam buscado. Assim como a crueldade de Seus torturadores os degradava abaixo da humanidade, dando-lhes a semelhança de Satanás, a mansidão e paciência de Jesus O exaltavam acima da humanidade, demonstrando Seu parentesco com Deus. Sua humilhação era o penhor de Sua exaltação. As gotas de sangue de agonia que Lhe corriam das fontes feridas pelo rosto e a barba, eram o penhor de Sua unção com “óleo de alegria” (Hebreus 1:9), como nosso grande Sumo Sacerdote.
Grande foi a ira de Satanás, ao ver que todos os maus-tratos infligidos ao Salvador não Lhe forçaram os lábios a soltar uma só queixa. Embora houvesse tomado sobre Si a natureza humana, era sustido por uma força divina, e não Se apartou num só ponto da vontade do Pai.
Quando Pilatos entregou Jesus para ser açoitado e escarnecido, julgou despertar a piedade da multidão. Teve esperança de que achassem suficiente esse castigo. Mesmo a malignidade dos sacerdotes, pensava, ficaria então satisfeita. Com penetrante percepção, viram os judeus a fraqueza de assim punir um homem que fora declarado inocente. Sabiam que Pilatos estava procurando salvar a vida do Preso, e decidiram que Jesus não fosse solto. Para nos agradar e satisfazer, Pilatos O açoitou, pensaram, e se apertarmos a questão até um resultado definido, conseguiremos com certeza nosso intento.
Pilatos mandou então buscar Barrabás para o pátio. Apresentou depois os dois presos um ao lado do outro, e, apontando ao Salvador, disse
O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White