Cristo O Caminho

Plano Encontro 1 Dia 236

Dia 236 ▾
Aa
Tamanho Fonte Tema

Leitura bíblica

João 10:31-42

João 10:31-42

31 Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. 32 Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? 33 Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. 34 Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses? 35 Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar, 36 então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus? 37 Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; 38 mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai. 39 Nesse ponto, procuravam, outra vez, prendê-lo; mas ele se livrou das suas mãos. 40 Novamente, se retirou para além do Jordão, para o lugar onde João batizava no princípio; e ali permaneceu. 41 E iam muitos ter com ele e diziam: Realmente, João não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito deste era verdade. 42 E muitos ali creram nele.

Versão Almeida Revista e Atualizada

Leitura do livro

O Desejado de Todas as Nações, páginas 377-378

Capítulo 59 — Os sacerdotes tramam

Este capítulo é baseado em João 11:47-54.

Betânia ficava tão perto de Jerusalém, que as notícias da ressurreição de Lázaro foram dentro em pouco levadas à cidade. Por intermédio de espias que tinham testemunhado o milagre, os príncipes judaicos para logo ficaram de posse dos fatos. Convocou-se imediatamente uma reunião no Sinédrio para decidir o que se deveria fazer. Cristo tornara agora plenamente manifesto Seu domínio sobre a morte e a sepultura. Aquele poderoso milagre era a suprema prova dada por Deus aos homens, de que Ele enviara Seu Filho ao mundo para sua salvação. Era uma demonstração de poder divino suficiente para convencer todo espírito que se achasse sob o controle da razão e de uma consciência esclarecida. Muitos dos que assistiram à ressurreição de Lázaro, foram levados a crer em Jesus. O ódio dos sacerdotes por Ele, no entanto, intensificou-se com isso. Haviam rejeitado todos os sinais menores de Sua divindade, e não ficaram senão enfurecidos ante esse novo milagre. O morto fora ressuscitado em pleno dia, e perante multidão de testemunhas. Nenhum artifício poderia explicar essa demonstração. E exatamente por isso se tornou mais implacável ainda a inimizade dos sacerdotes. Mais que nunca estavam decididos a pôr termo à obra de Cristo.

Os saduceus, conquanto não fossem favoráveis a Cristo, não se mostravam tão malignos para com Ele como os fariseus. Seu ódio não era tão feroz. Agora, porém, ficaram inteiramente alarmados. Não criam na ressurreição dos mortos. Engendrando a falsamente chamada ciência, haviam raciocinado que seria impossível vivificar um morto. Mas, por algumas palavras de Cristo, fora deitada por terra a sua teoria. Revelava-se assim sua ignorância, tanto das Escrituras como do poder de Deus. Não viam possibilidade de remover a impressão causada no povo pelo milagre. Como poderiam ser os homens desviados dAquele que prevalecera em arrebatar ao sepulcro o morto? Puseram-se em circulação mentirosas versões, mas não se podia negar o milagre, e como lhe contrabalançar o efeito, não o sabiam eles. Até então, não haviam os saduceus animado o plano de condenar Cristo à morte. Mas depois da ressurreição de Lázaro assentaram que só por Sua morte poderiam deter Suas destemidas acusações contra eles.

Os fariseus acreditavam na ressurreição, e não podiam deixar de ver que esse milagre era uma prova de que Se achava entre eles o Messias.

Mas tinham-se sempre oposto à obra de Jesus. Desde o princípio O aborreceram por lhes expor as pretensões hipócritas. Removera a capa de rigorosos ritos sob que se ocultava sua deformidade moral. A religião pura, por Ele ensinada, condenara-lhes a vazia profissão de piedade. Tinham sede de se vingar dEle por Suas incisivas repreensões. Haviam tentado provocá-Lo a dizer ou fazer qualquer coisa que lhes proporcionasse ocasião de O condenar. Várias vezes quiseram apedrejá-Lo mas, Ele Se retirara calmamente, e haviam-nO perdido de vista.

Os milagres por Ele operados no sábado, foram todos para alívio dos aflitos, mas os fariseus procuraram condená-Lo como transgressor do sábado. Buscaram incitar contra Ele os herodianos. Apresentavam Jesus como querendo estabelecer um reino rival, e consultavam com eles como O haviam de matar. Para incitar os romanos contra Jesus, faziam parecer que tentasse subverter-lhes a autoridade. Tentaram todos os pretextos para cercear-Lhe a influência sobre o povo. Mas até então suas tentativas haviam sido derrotadas. As multidões que testemunhavam Suas obras de misericórdia e Lhe ouviam os puros e santos ensinos, sabiam que estes não eram atos e palavras de um violador do sábado ou de um blasfemo. Os próprios oficiais enviados pelos fariseus foram tão influenciados por Suas palavras que não puderam deitar nEle as mãos. Em desespero, os judeus afinal decretaram que todo aquele que professasse fé em Jesus, fosse expulso da sinagoga.

Assim, quando os sacerdotes, os príncipes e anciãos se reuniram em consulta, era seu deliberado propósito fazer silenciar Aquele que realizava obras tão maravilhosas que causavam a admiração de todos. Os fariseus e saduceus uniram-se mais que nunca. Separados até ali, unificaram-se em sua oposição a Cristo. Em concílios anteriores, Nicodemos e José impediram a condenação de Jesus, e por isso não foram então convidados. Achavam-se presentes nesse concílio outros homens influentes que criam em Jesus, mas sua influência não prevaleceu absolutamente contra os malignos fariseus.

Todavia, os membros do conselho não estavam todos de acordo. O Sinédrio não era, por esse tempo, uma assembléia legal. Existia apenas por tolerância. Alguns dentre eles punham em dúvida a conveniência da condenação de Cristo à morte. Temiam que isso despertasse uma insurreição entre o povo, fazendo com que os romanos negassem posteriormente certos favores ao sacerdócio e lhes retirassem o poder que ainda mantinham. Os saduceus uniam-se no ódio contra Jesus; todavia, inclinavam-se à prudência nos passos a dar, temendo que os romanos os privassem de sua elevada posição.

Nesse conselho, reunido para planejar a morte de Cristo, achava-Se presente a Testemunha que ouvira as jactanciosas palavras de Nabucodonosor, que testemunhara o idólatra festim de Belsazar, que

O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White

Passagem bíblica

Abrir em sua própria página