Cristo O Caminho
Plano Encontro 1 Dia 178
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Leitura bíblica
Marcos 9:1
Marcos 9:1
1 Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus.
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
O Desejado de Todas as Nações, páginas 291-292
quebrantado e ferido por nós. Contra a igreja edificada sobre este fundamento, não prevalecerão as portas do inferno.
Quão fraca parecia a igreja, quando Cristo proferiu estas palavras! Havia apenas um punhado de crentes, contra os quais se dirigiria todo o poder dos demônios e dos homens maus; todavia, os seguidores de Cristo não deveriam temer. Edificados sobre a Rocha de sua fortaleza, não poderiam ser vencidos.
Durante seis mil anos tem a fé edificado sobre Cristo. Por seis mil anos as inundações e tempestades da ira satânica têm batido de encontro à Rocha de nossa salvação; ela, porém, permanece inabalável.
Pedro expressara a verdade que é o fundamento da fé da igreja, e Jesus o honrou então como o representante do inteiro corpo de crentes. Disse: “Eu te darei as chaves do reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra será desligado nos Céus”. Mateus 16:19.
“As chaves do reino dos Céus” são as palavras de Cristo. Todas as palavras da Santa Escritura são dEle e acham-se aqui incluídas. Estas palavras têm poder para abrir e fechar os Céus. Declaram as condições sob que os homens são recebidos ou rejeitados. Assim, a obra dos que pregam a Palavra de Deus é um cheiro de vida para vida ou de morte para morte. Sua missão acha-se repleta de resultados eternos.
O Salvador não confiou a obra do evangelho a Pedro, individualmente. Noutra ocasião, mais tarde, repetindo as palavras dirigidas a Pedro, aplicou-as diretamente à igreja. E o mesmo, em essência, foi dito também aos doze como representantes do corpo de crentes. Se Jesus houvesse delegado qualquer autoridade especial a um dos discípulos, de preferência aos outros, não os encontraríamos tantas vezes questionando acerca de quem seria o maior. Ter-se-iam submetido ao desejo do Mestre e honrado aquele que Ele escolhera.
Em vez de apontar um para cabeça, Cristo disse aos discípulos: “Não queirais ser chamados Rabi”; “nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo”. Mateus 23:8, 10.
“Cristo é a cabeça de todo varão”. 1 Coríntios 11:3. Deus, que pôs todas as coisas sob os pés do Salvador, “sobre todas as coisas O constituiu como cabeça da igreja, que é o Seu corpo, a plenitude dAquele que cumpre tudo em todos”. Efésios 1:22, 23. A igreja é edificada tendo Cristo como seu fundamento; deve obedecer a Cristo como sua cabeça. Não tem de confiar em homem, ou ser por homem controlada. Muitos pretendem que uma posição de confiança na igreja lhes dá autoridade para ditar o que outros hão de crer e fazer. Essa pretensão não é sancionada por Deus. O Salvador declara: “Todos vós sois irmãos.” Todos estão expostos à tentação e sujeitos ao erro. Em nenhum ser finito podemos confiar quanto à direção. A Rocha da fé é a presença viva de Cristo na igreja. Nela pode
confiar o mais débil, e os que mais fortes se julgam se demonstrarão os mais fracos, a não ser que façam de Cristo Sua eficiência. “Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço”. Jeremias 17:5. O Senhor “é a Rocha, cuja obra é perfeita”. Deuteronômio 32:4. “Bem-aventurados todos aqueles que nEle confiam”. Salmos 2:12.
Depois da confissão de Pedro, Jesus recomendou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Cristo. Esta recomendação foi feita por causa da decidida oposição dos escribas e fariseus. Mas ainda, o povo, e até mesmo os discípulos, tinham tão falso conceito do Messias, que um anúncio público do Mesmo não lhes daria idéia exata de Seu caráter e de Sua obra. Mas dia a dia Ele Se lhes estava revelando como o Salvador, e assim desejava dar-lhes uma genuína concepção de Si mesmo como o Messias.
Os discípulos ainda esperavam que Cristo reinasse como príncipe temporal. Conquanto Ele houvesse por tanto tempo ocultado Seu desígnio, acreditavam que não permaneceria para sempre na pobreza e obscuridade; aproximava-se o tempo em que estabeleceria o Seu reino. Que o ódio dos sacerdotes e rabis jamais arrefecesse, que Cristo houvesse de ser rejeitado por Sua própria nação, condenado como enganador e crucificado como malfeitor — este pensamento nunca os discípulos abrigaram. Mas vinha chegando a hora do poder das trevas, e Jesus precisava revelar aos discípulos o conflito que se achava diante deles. Estava triste, antecipando a prova.
Até então, abstivera-Se de dar-lhes a conhecer qualquer coisa relativamente a Seus sofrimentos e morte. Em Sua conversação com Nicodemos, dissera: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:14, 15. Mas os discípulos não ouviram isso e, ouvissem-no embora, não o haveriam compreendido. Agora, porém, estiveram com Jesus, ouvindo-Lhe as palavras, testemunhando-Lhe as obras, até que, não obstante a humildade de Seu ambiente, e a oposição dos sacerdotes e do povo, foram capazes de se unir a Pedro no testemunho: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Chegou então o momento para correr o véu que ocultava o futuro. “Desde então começou Jesus a mostrar aos discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia”. Mateus 16:21.
Mudos de angústia e espanto escutaram os discípulos. Cristo aceitara o reconhecimento, por parte de Pedro, de Sua filiação de Deus; e agora Suas palavras, indicativas dos sofrimentos e da morte que O aguardavam, pareciam incompreensíveis. Pedro não se pôde conter. Tomando o Mestre à parte, como a querer subtraí-Lo à impendente condenação, exclamou: “Senhor, tem compaixão de Ti; de modo nenhum Te acontecerá isso”. Mateus 16:22.
O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White