Cristo O Caminho

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Leitura do livro

O Desejado de Todas as Nações, páginas 240-241

A turba admirada que se comprimia em torno de Jesus, não sentira nenhum acréscimo de poder vital. Mas, quando a sofredora mulher estendeu a mão para tocá-Lo, crendo que se restabeleceria, experimentou a vivificadora virtude. Assim nas coisas espirituais. Falar de religião de maneira casual, orar sem ter a alma faminta e viva fé, nada aproveita. A fé nominal em Cristo, que O aceita apenas como o Salvador do mundo, não pode nunca trazer cura à alma. A fé que opera salvação, não é mero assentimento espiritual à verdade. Aquele que espera inteiro conhecimento antes de exercer fé, não pode receber bênção de Deus. Não basta crer no que se diz acerca de Cristo; devemos crer nEle. A única fé que nos beneficiará, é a que O abraça como Salvador pessoal; que se apropria de Seus méritos. Muitos têm a fé como uma opinião. A fé salvadora é um ajuste pelo qual aqueles que recebem a Cristo se unem a Deus em concerto. Fé genuína é vida. Uma fé viva significa acréscimo de vigor, segura confiança pela qual a alma se torna uma força vitoriosa.

Após a cura da mulher, Jesus desejava que ela reconhecesse a bênção que recebera. Os dons oferecidos pelo evangelho não devem ser adquiridos às furtadelas, nem fruídos em segredo. Assim o Senhor nos chama a confessar Sua bondade. “Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor; Eu sou Deus”. Isaías 43:12.

Nossa confissão de Sua fidelidade é o meio escolhido pelo Céu para revelar Cristo ao mundo. Temos de reconhecer-Lhe a graça segundo nos é dada a conhecer através dos santos homens da antiguidade; mas o que será mais eficaz é o testemunho de nossa própria experiência. Somos testemunhas de Deus ao revelar em nós mesmos a atuação de um poder que é divino. Cada indivíduo tem uma vida diversa da de todos os outros, uma experiência que difere essencialmente da sua. Deus deseja que nosso louvor a Ele ascenda, com o cunho de nossa própria individualidade. Esses preciosos reconhecimentos para louvor da glória de Sua graça, quando confirmados por uma vida semelhante à de Cristo, possuem irresistível poder, eficaz para a salvação.

Quando os dez leprosos foram ter com Jesus, em busca de cura, Ele lhes ordenou que fossem, e se mostrassem ao sacerdote. No caminho, foram purificados, mas unicamente um voltou atrás para Lhe dar glória. Os outros seguiram seu caminho, esquecendo Aquele que os pusera sãos. Quantos estão ainda fazendo a mesma coisa! O Senhor opera continuamente em benefício da humanidade. Está sem cessar concedendo Suas dádivas. Ergue o enfermo do leito em que sofre, livra os homens de perigos a eles invisíveis, envia anjos celestes para os salvar de calamidades, guardá-los de “peste que ande na escuridão” e de “mortandade que assole ao meio-dia” (Salmos 91:6); mas os corações não são impressionados. Ele entregou todas as riquezas do Céu para os redimir, e todavia andam alheios ao Seu grande amor. Por sua falta de reconhecimento, cerram o

coração à graça divina. Como a planta do deserto, não sabem quando vem o bem, e sua alma habita os endurecidos lugares da terra árida.

É para nosso próprio benefício que conservamos sempre vívidos na memória todos os dons divinos. Assim se robustece a fé para pedir e receber mais e mais. Há mais animação para nós na menor bênção que nós mesmos recebemos de Deus, do que em todas as narrações que possamos ler acerca da fé e experiência de outros. A alma que corresponde à graça de Deus, será como jardim regado. Sua saúde brotará apressadamente; sua luz rompeu nas trevas, e a glória do Senhor se verá sobre ela. Lembremos, pois, a amorável bondade do Senhor e a multidão de Suas ternas misericórdias. Como o povo de Israel, empilhemos nossas pedras de testemunho, e sobre elas inscrevamos a preciosa história do que Deus tem feito por nós. E, ao recordarmos Seu trato para conosco em nosso peregrinar, corações enternecidos de gratidão, declaremos: “Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o Seu povo”. Salmos 116:12-14.

O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White

Passagem bíblica

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