Cristo O Caminho

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Leitura bíblica

Lucas 6:12-16

Lucas 6:12-16

12 Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. 13 E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; 16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.

Versão Almeida Revista e Atualizada

Leitura do livro

O Desejado de Todas as Nações, páginas 198-199

Capítulo 30 — “Nomeou doze”

Este capítulo é baseado em Marcos 3:13-19; 6:12-16.

E subiu ao monte, e chamou para Si os que Ele quis; e vieram a Ele. E nomeou doze para que estivessem com Ele e os mandasse a pregar”. Marcos 3:13, 14.

Foi sob as protetoras árvores da encosta da montanha, pouco distante do mar da Galiléia, que Jesus chamou os doze para o apostolado e proferiu o sermão do monte. Os campos e as colinas eram os Seus retiros favoritos, e muitos de Seus ensinos foram ministrados sob a abóbada celeste, de preferência a templos ou sinagogas. Sinagoga nenhuma poderia haver comportado as multidões que O seguiam; mas não foi somente por essa razão que preferiu ensinar nos campos e bosques. Jesus amava as cenas da natureza. Para Ele, todo quieto retiro era um sagrado templo.

Fora sob as árvores do Éden que os primeiros habitantes da Terra encontraram seu santuário. Ali Se comunicara Cristo com o pai da humanidade. Quando banidos do paraíso, nossos primeiros pais ainda adoraram nos campos e bosques, e ali os procurava Cristo com o evangelho de Sua graça. Fora Cristo que falara com Abraão sob os carvalhais do Manre; com Isaque, quando saía orar no campo à tardinha; com Jacó nas colinas de Betel; com Moisés nas montanhas de Midiã; e com o jovem Davi, quando apascentava os rebanhos. Fora por instruções de Cristo que, por quinze séculos, os hebreus haviam deixado suas habitações durante uma semana todos os anos, vivendo em cabanas feitas de ramos verdes “de formosas árvores, ramos de palmas, ramos de árvores espessas, e salgueiros de ribeiras”. Levítico 23:40.

Preparando Seus discípulos, Jesus buscou de preferência afastar-Se da confusão da cidade para o sossego dos campos e colinas, como estando mais em harmonia com as lições de abnegação que lhes desejava ensinar. E durante Seu ministério apreciava reunir o povo em torno de Si, sob o céu azul, em alguma relvosa encosta, ou na praia do lago. Ali, circundado pelas obras de Sua própria criação, podia dirigir o pensamento dos ouvintes do artificial para o natural. No crescimento e desenvolvimento da natureza, revelavam-se os princípios de Seu reino. Ao erguerem os homens o olhar para as montanhas de Deus, contemplando as maravilhosas obras de Suas mãos, poderiam aprender preciosas lições de verdade divina. Os ensinos de Cristo ser-lhes-iam repetidos nas cenas da natureza. O mesmo acontece com os que se dirigem aos campos com Cristo no coração. Sentir-se-ão circundados de santa influência. As coisas da natureza evocavam as parábolas

de nosso Senhor, e repetem-Lhe os conselhos. Pela comunhão com Deus na natureza, eleva-se o espírito e o coração encontra paz.

O primeiro passo devia ser dado agora na organização da igreja que, após a partida de Cristo, O devia representar na Terra. Não tinham a sua disposição nenhum custoso templo, mas o Salvador conduziu os discípulos ao retiro que amava, e no espírito dos mesmos ficaram para sempre ligados os sagrados incidentes daquele dia com a beleza das montanhas, do vale e do mar.

Jesus chamara os discípulos para que os pudesse enviar como testemunhas Suas, a fim de contarem ao mundo o que dEle tinham visto e ouvido. Seu encargo era o mais importante a que já haviam sido chamados seres humanos, sendo-lhe superior apenas o do próprio Cristo. Deviam ser coobreiros de Deus na salvação do mundo. Como no Antigo Testamento os doze patriarcas ocupam o lugar de representantes de Israel, assim os doze apóstolos deviam servir de representantes da igreja evangélica.

O Salvador conhecia o caráter dos homens que escolhera; todas as suas fraquezas e erros Lhe eram patentes; sabia os perigos por que deviam passar, a responsabilidade que devia pesar sobre eles; e o coração afligiu-se-Lhe por esses escolhidos. Sozinho sobre a montanha junto ao Mar da Galiléia, passou a noite inteira em oração pelos discípulos, enquanto eles mesmos dormiam ao pé do monte. Aos primeiros clarões da aurora, chamou-os para junto de Si; pois tinha alguma coisa importante a lhes comunicar.

Esses discípulos tinham estado por algum tempo unidos a Jesus em labor ativo. João e Tiago, André e Pedro, com Filipe e Natanael, e Mateus, estiveram mais intimamente ligados a Ele do que os outros, e testemunharam mais de Seus milagres. Pedro, Tiago e João estavam ainda em convívio mais íntimo com Ele. Achavam-se quase continuamente ao Seu lado, presenciando-Lhe os milagres e ouvindo-Lhe as palavras. João achegava-se a Ele em intimidade maior ainda, de maneira que se distingue como aquele a quem Jesus amava. O Salvador os amava a todos, mas João era o espírito mais apto a receber-Lhe a influência. Era mais jovem que os outros, e com mais infantil confiança abria a Cristo o coração.

Chegou assim a uma afinidade maior com Jesus, e por intermédio dele foram comunicados a Seu povo os mais profundos ensinos espirituais do Salvador.

À testa de um dos grupos em que são divididos os apóstolos, acha-se o nome de Filipe. Foi ele o primeiro discípulo a quem Jesus dirigiu a positiva ordem: “Segue-Me.” Filipe era de Betsaida, a cidade de André e Pedro. Escutara a pregação de João Batista, e ouvira-o anunciar que Cristo era o Cordeiro de Deus. Filipe era um sincero indagador da verdade, mas tardio de coração para crer. Conquanto se houvesse unido a Cristo, a comunicação que a Seu respeito fizera a Natanael, mostra que não estava inteiramente convencido da divindade de Jesus. Conquanto Cristo houvesse sido

O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White

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